A rixa entre o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo alimentada há tempos. Publicamente, o tucano já chamou o petista de ‘mentiroso’, ‘covarde’ e ‘cara de pau’. Dessa vez, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Doria afirmou que “haverá um momento da disputa em que [rivalizar com o ex-presidente] será inevitável”, diz.

Questionado sobre os seus discursos contra Lula e os seus seguidores, Doria ressalta: “Não escondo minhas posturas, principalmente no antagonismo ao PT. Mesmo que isso contrarie uma parte do eleitorado a favor do Lula, faço questão de ficar do outro lado”, disse o tucano.

“Haverá um momento da disputa em que isso será inevitável, por causa do estilo Lula de ser e de fazer campanha. Ele tem uma forma de conduzir principalmente sua vida política que não é suave. Haverá um momento na campanha em que essas circunstâncias serão ainda mais marcadas”, completou.

A reportagem pergunta à Doria, como era sua relação com Lula, enquanto pessoa privada. “Nunca foi uma relação afetuosa e simpática, mas ele já esteve num almoço no Lide [grupo empresarial de Doria], no primeiro mandato. A minha posição em relação ao Lula, distante e adversa, é antiga, não foi cultivada agora”, explica.

O prefeito de S. Paulo também disse que: “Lula tem memória curta e seletiva. Minha primeira prova eu já demonstrei: ganhei a eleição do candidato dele no primeiro turno”.

O candidato ao qual Doria se refere é o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), sobre quem o tucano confessa: “Não vou omitir a verdade. Mas tenho respeito pelo ex-prefeito. É uma das raras pessoas honestas no PT”, diz Doria.

Por Noticias ao Minuto

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Paulo Gonçalves Arraes, nasceu em Araripina-PE em 1969, formado em Ciências com habilitação em Biologia pela FAFOPA, com cursos de Instrutor de Trânsito e Diretor de CFC (Auto Escola) pela UPE/Detran-PE, Vereador 1999/2000 (PSB) e 2001/2014 (PPS), Assessoria Política em campanhas eleitorais na Região do Araripe e em 2009 representou Pernambuco no Movimento pela Recomposição das Câmaras de Vereadores no Congresso Nacional em Brasília.